Ensinaste-me

Se um dia leres isto,quero que saibas algumas coisas: Eu não desisti de ti, afinal do que adiantaria insistir em algo que já estava há vista de todos que não ia dar certo? E eu de tão parva não via isso? Quero que saibas também que eu não fui embora sem motivos. Sim, eu tinha e tenho motivos até hoje! Sempre deixei a porta aberta se tu quisesses voltar, e tu? De ti eu esperei demais. Não te deixei, foste tu quem se deixou. As tuas atitudes desencadearam a situação em que tu te encontras neste momento. Estás triste, ou a chorar? Eu lamento, mas eu avisei. Bem feito, é o que eu quero dizer, estás a receber o que mereces. Se achas que eu fui a pessoa caidinha da relação que se dava por tudo, então estavas certo, mas, na verdade, actualmente, tu estás errado. No passado mesmo, porque tive que mudar. Tive que aprender a ser suficiente para mim mesma, pois se eu não for, quem iria ser, não é verdade?Tu ensinaste-me isso.Ensinaste-me que amar não é só de uma pessoa, que não podemos exigir tudo de um só lado, que ambas as partes se devem completar. E, quando não se completam, e começam na divisão, uma parte deve ser a solução, e voltar para somar. Sempre fomos o problema que todos viam sem solução, mas com o tempo eu vi que a solução era acabar, encerrar, terminar tudo de uma vez, sem volta. Não vale a pena ficar a olhar para o passado, até porque a vida continua, e isso é mais uma das coisas boas que tu me ensinaste. Agora, cabeça erguida que no final é cada um por si, e isso eu aprendi contigo também.



Núria Siquenique 
8-12-2013

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