Gosto muito de ti.
Aprendi que devemos dizer sempre o que nos vai na alma. Liberta-nos. Faço por isso, seja expor o que sinto na urgência de te ter, seja no simples lembrar que há saudade. Escrevi-te tanto, algumas das coisas que melhor me saíram das pontas dos dedos. Pintei-te também, tive a graça de te imortalizar a generosidade em fotogramas coloridos e nem tanto. Provei tantos sabores novos, tantas cores me ofuscaram, tanto sol me entrou pela alma dentro. E não me canso de repetir,
Gosto muito de ti.
Reclamámos que o tempo e o espaço não é este, que não é agora, que talvez nunca seja. Aguentámos provações provocadas, momentos de delícia adiados até Deus sabe quando, cedemos às urgências dos agoras, fomos e somos felizes. Digo que vale a pena ter vivido por cada um desses instantes deliciosamente apreciados porque,
Gosto muito de ti.
E gostarei sempre e escreverei sempre e lembrarei sempre e amarei sempre. Mesmo quando vá reler e re-ouvir tanto e tanto que partilhámos, trazendo dolorosa saudade, mesmo que os olhos me vão trair num momento menos próprio, estarei sempre contigo porque,
Gosto muito de ti.
Percorri contigo caminhos, não te deixei sozinho em momentos mais sós, não me deixaste a mim em momentos meus. Agradeço a honra, a partilha, o tanto que me vais dando, que me enche a alma de contentamento e as faces de sorriso quase envergonhado e arrebatado. Olho-os e enches-me de orgulho e cada uma dessas coisas faz-me dizer com mais força ainda.
Gosto muito de ti.
…e sei que gostarei sempre!