Descobri

Não, hoje descobri que á um alguem muito mais importante que eu, muito melhor que eu.
Também descobri que verdadeiro mesmo é o meu sentimento, e isso não muda nem vai mudar.
Descobri não só esse alguém mais importante que eu como também descobri que o sentimento é muito mais forte que o que eu própria pensava.
Desistir? Eu bem tento, mas à algo que não me deixa, e eu não percebo bem porque!
Afogo-me em lágrimas enquanto escrevo isto, mas não deixo que alguém me deite abaixo e me leve este sorriso.
Fugir, tanta vez que eu fugi e deu em qê? Não deu em nada, porque fui cair lá na mesma.
No fundo do meu coração é uma dor pequenina que me diz, depois de tudo esta é só mais uma etapa que tu vais conseguir ultrapassar novamente!
Para mim eu pensava que eras tudo e no fim és o que? Diz-me tu ...
Dei tudo aquilo que tinha e não tinha, mas também perdi tudo da noite para o dia.
E agora nem em mim consigo confiar, é ridiculo, mas é verdade :(


Núria Siquenique 29-12-2010

Preciso

Aprendi a seguir os teus passos, pensava eu, mas no momento em que me magoas, esqueço os passos que um dia dei atrás de ti.
Sim, porque não pensavas que eu ia desculpar assim tudo.
Aprendi também contigo a desculpar, sim, mas nao tão depresa assim, preciso de tempo, preciso de pensar em tudo.
Preciso de saber e ter certezas que nao me voltas a fazer o mesmo, preciso de ter amor próprio e saber amar-me a mim antes de te amar a ti.
Preciso de provas, de provas que me provem que estás a falar a verdade e que não vais voltar a fazer o mesmo.
Preciso de muita coisa, mas acima de tudo preciso de ser feliz, preciso de manter a minha felicidade acima de tudo.
Preciso não só de alguém que eu ame, mas de alguem que me ame a mim também, mas que me ame de verdade.
Sei que vou cair uma vez mais no mesmo erro, mas hei-de levantar-me e provar que não sou fraca. Eu consigo tudo e não digas que não.

Núria Siquenique 28-12-2010

Às vezes é preciso aprender a perder, e um dia então esquecer.

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."


Margarida Rebelo Pinto

Inicio daquilo qe não sonhas que existe !

Olhas para ti e sentes'te uma daquelas miudas que não consegue controlar o que sente, e começas a fugir de algo que nem tu sabes o que é.
Começas a sentir que já passou muito tempo e que o tens que ver, abraçar, e falar'lhe com dois beijos como sempre fazias.
Mas o momento assim não o permitia, tu estávas num sitio e ele noutro completamente destintos.
Sentes'te estranha porque nem tu sabes aquilo que sentes em relação a ele, até que...
Um dia inesperadamente na tua hora de almoço o encontras por acaso numa caixa multibanco, mas ele não te vê, e tu apresas'te uma vez mais a fugir do que sentes, depois de pensares que já estáva tudo normal quando regresas ao lugar de estágio alguém te vê do cimo das bancadas do campo de futebol, e decide ligar'te e diz "estou'te a ver", as minhas mãos tremiam o meu coração batia a mil a hora e hoje percebo porque tudo isso aconteceu. Eu virei'me para ver se te via, mas nada olho para a frente e lá estás tu acompanhado de dois amigos ao cimo da bancada e perguntas "quando acabas o estágio?" ao qal eu respondo "falta uma semana !" e tu voltas como de resposta "ainda?" e eu respondo uma vez mais "já faltou mais" e tu dizes " vá porta'te e adeus" e é destes momentos que eu não me esqueço NUNCA, por cada palavrinha que mudou tudo e ninguém percebia isso!
Apenas eu percebia. No dia 17 de outubro, vies'te jogar ao Redondo uma vez mais com medo de me aproximar não fui ter contigo e tu insistias para eu ir, eu tinha medo, medo de sofrer uma vez mais, lembra'te que eu nunca me vou esquecer de nada daquilo que fizes'te por mim, das vezes que me abristes os olhos e me disses'te ele não presta, e és burra, hoje agradeço isso tudo, porque foi graças a ti que eu percebi a pessoa que ele era.
Dois meses de estágio e o pior sentimento do mundo a saudade queria ver'te, tu disses'te tanta vez para te ligar quando quisesse que tu ias ter comigo, mas o medo falava mais alto.
Até que um dia não deixei esse medo falar mais alto que os meus sentimentos e resolvi entregar'me e foi a melhor coisa que fiz em toda a minha vida, 30-Novembro-2010 será para sempre lembrado e vivido em mim.
Hoje posso dizer que sem ti não sou nada, desculpa por tudo o que te fiz passar até aqui.
E quero também que saibas que te quero junto a mim no dia 31-Dezembro-2010, mas se assim não acontecer sei que te tenho na mesma bem junto a mim, no meu coração.

LY <3 p'ra sempre comigo, gostantinho de ti PARVALHÃO :)

Núria Siquenique 23-Dezembro-2010

E é no fim do fim que tudo fica assim!

E é no fim de tudo que aprendemos a dar valor aquilo que nunca demos.
E é no fim de tudo que vimos o quanto aquela pessoa era importante e nunca demos o devido valor, nem a devida atenção quando esse alguém falava e dizia coisas bonitas que mesmo nós não querendo ouvir era sempre a unica coisa qe nos alegrava naqueles dias em que nada corria bem .
Só quando perdemos alguém muito mas muito importante é que aprendemos a amar com o coração e a esperar por esse alguém que esteve sempre lá, e que agora por um motivo ou outro não está.
E é nestes momentos estupidos em que escrevo o que sinto e o que vivo que por entre palavras me cai uma lágrima, não de tristeza, mas sim de saudade.
Saudade de não te ter como um dia tive, saudade de não te poder abraçar e beijar como um dia fiz.
E é nestas noites estupidas em que o sono não chega que ponho a escrever e que por muito que eu não queira me desfaço em lágrimas por não te ter e te ter deixado fugir entre os dedos :(
É nesta incessante corrida contra o destino que eu espero e desespero por ti, que espero por algo que nem sei se irei ter comigo novamente, mas não fugo a nada de nada .
E peso'te só uma vez mais vem, fica aqui comigo, ouve'me com muita atenção, e deixa-me chorar, deixa'me chorar até que o sono venha, e depois fica comigo até amanhecer e deixa'me despertar com um "Bom Dia" teu, deixa'me abraçar'te e descarregar toda a minha raiva se assim tiver de ser, e depois de tudo quando sentires que já podes falar, abraçar'me e beijar'me, se for essa a tua vontade fa'lo com tudo aquilo que te apetecer, e se eu te pedir para ires embora, não o faças, não é esse o meu desejo a minha vontade, vem e fica comigo, senta'te ao meu lado que eu escutarei com muita atenção tudo aquilo que me quiseres dizer, se quiseres partir, por favor não me digas que vais, deixa'me viver na ignorancia de te ter sempre aqui sempre junto a mim !
E se no fim de tudo, tu quiseres voltar, volta as vezes que quiseres, és tu de quem eu gosto és tu que quero a meu lado :)

Vem , senta'te ao meu lado uma vez mais, diz'me coisas bonitas, preciso de ouvir algo que me conforte, algo que me faça sentir que te tenho junto a mim, diz'me tudo aquilo que um dia não ouvi, diz'me tudo o que te vai na alma, e deixa'me sonhar assim.
Vem, senta'te aqui e fica comigo até ao fim do fim <3



Gosti muitinho <3
LYSM


Núria Siquenique 21-Dezembro-2010

Apetece'me

Chegei agora a casa, farta de tudo, todos e mais alguma coisa.
Apetece'me escrever o que sinto, mas não posso não devo, é mais forte que eu não sentir.
Enquanto me desfaço em lágrimas á um alguém a rir'se do que lê do que vê e até mesmo do que sente.
Enquanto estou aqui a perder metade da minha vida atrás de uma pessoa que gosto e que não nego isso a ninguém, áalguém que se ri daquilo que sinto e que ainda em cima me julga pelo que faço.
Enquanto eu choro e sofro tu somes e segues . Apetece'me ter'te comigo, mas não dá, ficamos então assim :/


Núria Siquenique 12- Dezembro - 2010

O nosso fim... Talvez ...

Recordo... o passado de ti, de nós... recordo não com uma lágrima de tristeza mas de saudade.
Fecho os olhos e tento sentir as tuas mãos através do sol... não as sinto...
Oiço em mim os pedaços que te entreguei... voltaram... sinto-os renascer no meu corpo, na minha alma... calmamente... Os teus, fragmentaram-se, reduziram-se a pó... soltei-os ao vento... chegarão a ti... em breve...
Trago a minha vida pequenina na palma da minha mão... fechada, vai morrendo lentamente, sem ar, sem brilho... Talvez seja assim que também trazes a tua... talvez... talvez por isso nunca houvesse espaço para um “nós”...
Tantas noites que esperei por ti... tantas manhãs, tantas tardes... sempre vieste, sempre chegaste, com palavras de ternura, carinho... talvez amor... talvez... em palavras escritas, ausentes, que se transformaram numa só... dor... a dor de não te ter... de não te beijar, de não te amar... de não sorrir contigo...
Recordo o amor que sentimos juntos à lareira numa tarde fria de Outono, recordo saciarmos o desejo entre dois copos de vinho e letras... muitas letras... muita poesia aos olhos de quem sente... de quem quer sentir...
Oiço a tua voz como melodia de fundo e recordo a nossa música... aquela música que tocava vezes sem conta na rádio e que me prendia a ti sempre que a ouvia...
Os teus silêncios que gritavam por mim, ainda ecoam nos meus olhos... agora, estes, já não vêem esperança mas sim um fim... um fim que ficará por escrever... que ficará por acontecer... talvez... ficando uma história de paixão incompleta... para sempre incompleta... melhor assim... talvez seja melhor assim...
Recordo-te com saudade... a saudade de nunca te ter tido... será este o nosso fim... talvez...


Núria Siquenique 4- Dezembro-2010